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10 de novembro de 2012

Riscos do crack serão discutidos em mais de 56 mil escolas



Ministérios da Saúde e da Educação escolheram a droga como tema do Programa Saúde na Escola de 2013
O uso do crack, os efeitos da droga no organismo e seu alto poder de causar dependência serão discutidos em pelo menos 56 mil escolas do país no próximo ano. De acordo com o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, o risco que a droga representa foi o tema escolhido para o Programa Saúde na Escola. A ação, que tem a parceria dos ministérios da Saúde e Educação, acontece desde 2008 e tem como objetivo a melhoria da qualidade de vida dos estudantes da rede pública através da prevenção a doenças. A estimativa é de que pelo menos 12 milhões de alunos sejam preparados para dizer não ao crack.

“O crack é hoje um dos principais problemas de saúde pública do país. O consumo da droga não está restrito às cracolândias e não afeta apenas os que estão nas ruas. Decidimos que o tema precisa ser discutido nas escolas. Por isso o crack foi escolhido o tema do Programa Saúde na Escola do ano que vem. A idéia é usar várias matérias para discutir o problema. Vamos explorar a grade curricular para abordar a prevenção ao crack. Ou seja, o professor vai ser incentivado a abordar o tema na aula de ciências, de português, de redação. Até mesmo nas aulas de educação física a prevenção ao consumo do crack pode ser feita”, afirma Helvécio. “O importante é que não vai ser algo pontual, como uma palestra, por  exemplo”.

Em 2012, o tema escolhido foi obesidade. Profissionais de saúde visitaram 56 mil escolas em 2.495 municípios, alcançando 12 milhões de alunos. O programa, que hoje envolve estudantes com idades entre 5 e 19 anos, será ampliado. A partir de 2013,  as atividades incluirão estudantes com até 19 anos e incluirá creches. Por isso, a estimativa é que no ano que vem o programa supere os números de 2012.

Prevenção - A inclusão do tema crack nas escolas marca uma mudança importante no enfrentamento da dependência que leva adolescentes e jovens adultos a perambular pelas ruas em busca da droga. Antes visto como problema de segurança, devido à estreita relação com o tráfico e com os roubos cometidos por dependentes desesperados por mais uma pedra, a dependência à droga hoje é classificada como problema de saúde. A inclusão do tema nas escolas aponta para um caminho importante: o governo, pela primeira vez, vai tratar a epidemia de crack com prevenção, como qualquer outra doença que tem causa conhecida.

Os ministérios da Saúde e da Educação ainda não definiram detalhes operacionais da abordagem do crack dentro do programa, mas o objetivo é que a partir do ano que vem o debate sobre o crack seja continuo nas escolas. “ Queremos ter intervenção na primeira infância, na educação básica, no segundo grau, no ensino secundário. É importante que o trabalho seja desenvolvido em todas as faixas etárias e ao longo da vida da criança, do adolescente e do jovem”, explica o secretário.

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